"Só leo este blogue para saber o que non teño que ver", Martin Pawley (días estranhos)

Archives for Febreiro, 2007

Trinta segundos en ver alguén vestido con traxe de coiro negro; corenta segundos para ver á primeira moza lixeira de roupa bailando posuida nunha discoteca con música infernal; un minuto para ver ó primeiro xefe dunha Triada; minuto e dez para ver a primeira espada; cabeza cortada antes dos dous minutos de película; artes marciais; saltos; disparos; explosións; caídas espectaculares dende tres pisos de altura; cristais rotos; fiestras, portas, tabiques e muros atravesados por corpos humanos; persecucións pasmosas; atropelos supremos; invocación dos espiritos da loita; superpoderes; loitadoras cachondas; protagonistas mazas; Robin Shou; Sammo Hung; Jackie Chan; pó; sudor; ferro… ¡¡todo esto e máis é esta superproducción que conta cos mellores especialistas de Hong-kong chamada Red Trousers!!

Por certo, non é unha película.

Robin Shou (Liu Kang en Mortal Kombat) fai este traballo co obxectivo de recoñecer o traballo dese curioso grupo de profesionais que fan que máis de medio mundo soñe e disfrute na sala escura: os dobres de acción, os especialistas, os “Stunts”.

Se é vostede unha desas persoas que disfruta coas películas de “acción”, como seguramente será se é asiduo lector de Cinema Friki, non perda detalle desta pequena perla de sabiduría en formato documental que desentraña as orixes e os métodos de traballo do colectivo de profesionais que máis accidentes recibe, e que habitualmente o fai cun sorriso e con humildade. Descubra as motivacións dun home que repite cinco veces unha caida dende tres pisos de altura sabendo que o seu nome nin sequera sairá nos créditos. Vexa a mellor caída dende unha ponte endexamáis filmada, unha escena que só pode acabar coa morte ou coa consagración. Aprenda a ser atropelado por un bólido a alta velocidade e sair ileso non unha, nin duas, senón un cento de veces…

Nada será igual tras Red Trousers.

Gran Dios del Bien y del Mal

Você locaria um filme que se chama Alucinações Sexuais de um Macaco?

a) Não, claro que não. Eu sou retardado?

b) Sim, eu tenho bom gosto e comigo não tem frescuras.

Se você respondeu letra “a”, só tenho uma coisa a dizer: Cada macaco no seu galho! Agora, se você é da letra “b”, está no blog certo! Sinta-se em casa! E não me venha com bolodórios!

 

Reza a lenda que o ator que se veste de macaco no clássico Alucinações Sexuais de um Macaco é o anão Chumbinho. Eu acho que não. Tenho a impressão de ter lido o nome do dito cujo em algum livro ou revista… Mas não me lembro onde!

 

Anão Chumbinho, ator e sex symbol da fase explícita da Boca do Lixo, protagonizou, entre outros clássicos geniais daquela época, o Fuk Fuk à Brasileira, na qual, entre muitas das reviravoltas presentes no enredo, consegue fugir de um ataque sodomístico (existe essa palavra?) escapando por uma privada do banheiro! No vai-e-vem dos esgotos, executa uma formidável aventura sanitária. Mas isso é assunto pra outro dia…

 

Alucinações Sexuais de um Macaco conta a história de uma mulher que trabalha em um set de filmagens de filmes pornôs. De tão tedioso que é o ofício, começa a ter sonhos eróticos com um macaco, a partir do momento que ela encontra uma roupa simiesca no seu quarto. Logo, o macaco safado entra no ritmo da putaria.

 

Alucinações Sexuais de um Macaco é um filme, obviamente, de pouquíssimo orçamento, com poucos cenários e elenco um tanto quanto feio (mas é claro!). Utiliza-se daquela velha fórmula de «reciclar» cenas de sexo de outros filmes da Boca do Lixo, entre as quais o Ninfetas do Sexo Ardente, do diretor Fauzi Mansur, no qual anão Chumbinho se diverte em uma festa ao Deus Baco, dentro de um cinema.

 

 

Nota-se em umas das cenas do Alucinações Sexuais de um Macaco, algo impossível de se fazer nos dias de hoje, politicamente corretos… Um homem está no seu quarto a descansar, até que adentra, no seu cômodo, uma “mulher”. Após o Z

é Mané dar uma de porteiro, entrando pela “porta dos fundos” da «moça» (se é que vocês me entendem…), ele descobre a triste realidade: “ela” não é “ela”, «ela» é “ele”! A casa caiu!

As confusões sexuais são uma constante nos filmes de sexo explícito da Boca do Lixo, contrabalanceando a «pegadinha» no espectador ao mesmo tempo em que reclama por uma sexualidade não reprimida, destituída de pudores. Aliás, ressalto eu que cena semelhante pode ser vista também no filme Sexo Erótico na Ilha do Gavião. Inclusive com a mesma «atriz». Olhe a reação do cara.

Alucinações Sexuais de um Macaco é um formidável filme da época mais marcante do sexo explícito na Boca do Lixo. Hoje em dia, o pornô nacional é em todo uma merda. Nada se igual à década de 80. É um sexo solto, sincero, desinibido, sem timidez e sem preconceitos. O povo se via nos cinemas. Cinema do povo, pelo povo e para o povo.

 

São os anos 80, meu amigo…

 

Escrito de Yúri Koch, autor do bló Obscuridades da 7ª arte.

Celebrando o Día Mundial do Traxe de Gorila!

«Nunca é tarde se o gorileo é bo», ese podía ser un dos lemas de CINEMA FRIKI, ese bló onde as cousas van máis despacio que en palacio.

O 31 de xaneiro gran parte da burroesfera celebraba o Día do traxe de gorila, unha das celebracións fundacionais de Bizácoras.

Durante este día (o ano pasado foi unha semana enteira) os blós máis subculturais que te podas botar á cara gaban as marabillas da xente vestida de gorila e dos gorila en xeral, xa sexa en banda deseñada, filmes, libros, cancións ou o que sexa.

A orixe de todo este alegre sinsentido é unha banda deseñada de Don Martín que podedes recordar aquí.

E xa sabedes: «los brazos hacia arriba, los brazos hacia abajo… como los gorilas! uh, uh, uh!!»

 

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