"Só leo este blogue para saber o que non teño que ver", Martin Pawley (días estranhos)

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O incredível Hulk

Pois isto é:

A analise dum filme de super-heróis -e qualquer adaptaçom- sempre tem umha parada obrigatória, a comparaçom com a obra ou o personagem original e outras adaptaçons anteriores, e neste caso prefiro começar a crítica com esse passo de rigor, e mais quando temos tam recente a versom do 2003. O mais destacável da adaptaçom é que em tanto o Hulk de Ang Lee tinha traços da criatura de poder cósmico e perigo planetário dos comics modernos o de Leterrier e um reflexo da criatura verde colossal, mas ainda deste mundo, da etapa intermédia. Polo demais a adaptaçom segue as regras marcadas pola nova geraçom destes filmes: Os heróis filhos da Era Atómica -e Hulk é o epitome- nascem agora do milagre dumha moderna manipulaçom genética, que já enferrujava como recurso nos começos do século XXI. Outro tópico cumprido é o novo passo na evoluçom da CGI, que já nom ridiculiza a tintura verde de Ferrigno, mas elimina algumha das mais incredíveis cenas da versom de 2003, com um Hulk com umhas dimensons físicas que permitem adaptar a sua presença ao entorno dum jeito mais realista. O melhor resumo do processo da adaptaçom é que Hollywood demonstra que tem fixado um procedimento estandar para anovar os velhos comics ao gosto estético do público.

Louis Leterrier, o director, tem neste filme um mérito mui salientável. Adaptar o transfondo dofilme de Ang Lee a sua concepçom mais «recatada» da Massa Esmeralda. Realiza essa conversom com cenas mudas durante os títulos de crédito que som o recurso narrativo mais salientável do filme. Com uns pouco minutos pom em situaçom, re-caracteriza os personagens e deixa o caminho despexado para o seguinte estadio da história de Hulk. A sua labor é bastante aceitável na primeira metade do filme, mas na segunda a necesidade de acelerar a trama fai que o espectador mais crítico poda reparar em três ou quatro transiçons entre cenas nas que as elipses som demasiado evidentes, e até existem trampas de guiom evidentes. Sirva de exemplo o passo final antes da confrontaçom final. Agradece-se que nom convertesse o filme no clássico desfile de efeitos digitais, que som da qualidade aguardada e restringidos nas cenas de acçom bem distribuídas.

Edward Norton, que neste filme também é co-criador do guiom, interpreta a um doutor Banner que é já consciente da sua nova condiçom e luta para controlar a sua fúria. A presença física e o estilo de Norton som quase o oposto a Eric Bana, e calha bem co estilo do filme. O resto do actores estam correctos, especialmente Tim Roth e a sua capacidade sem limites para parecer enajenado. O único problema é umha Liv Tyler, e isto já é umha fobia pessoal, que nom poder deixar as poses doidas e a voz -tanto em V.O. como na dobragem espanhola- de moribunda.

A crítica mais sintética que podo fazer é que este filme, como o de Iroman, enquadra-se na nova geraçom de produçons superheroicas mais fieis aos personagens clássicos. Directores pouco conhecidos, quadro de actores «normalizado» (com algumha estrela, mas sem supeditar o filme a elas), tramas que resgatam a essência básica dos personagens nas etapas nas que se consagraram, uso comedido dos efeitos digitais, e sobretodo umha vocaçom de continuidade e relaçom com os outros filmes. Sobre isto último, recomendo estar mui atento nos créditos do começo onde, se um tem bom olho, pode ver algumha referência ao universo marvel que se está preparando nos filmes. E como é habitual hai epílogo prometedor. Para mim Ironmam pode marcar umha cota alta nesse novo projecto de filmes, e este Hulk umha linha base de qualidade e solvência da que nom se deveria baixar…

E sim, paga a pena gastar os quartos e passar duas horas sem muito remordimento.

fer 

 

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