"Só leo este blogue para saber o que non teño que ver", Martin Pawley (días estranhos)

Opiniom de En tiempo de brujas (2011)


Tenho que confessar, caros leitores de CINEMA FRIKI, que a minha relaçom com Nicolas Cage é complexa. Admiro a sua atitude perante a sua carreira, procurando sempre fazer os filmes que lhe agradam em cada momento, divertindo-se com o seu trabalho -como em Kick-Ass (Kick Ass. Listo para machacar, 2010, Matthew Vaughn) ou a série de National Treasure-. Também sinto umha irmandade geek com o ele : colecionador e criador –Voodoo Child (2007, Virgin Comics)- de comics, fã de Robert Williams, seareiro da sci-fi, etcétera. Também, como diz o crítico Robert Ebert, o compromisso de Cage com cada um dos seus papeis, onde “impersona sem pestanejar por mui improvável que seja a sua personagem”. Fai os filmes dos que gosta, e fai-nos com toda a força e qualidade da que é quem. E pode criar verdadeiras maravilhas como Adaptation. (Adaptation. El ladrón de orquídeas, 2002, Spike Jonze), Lord of War (El señor de la guerra, 2005, Andrew Niccol) ou Leaving Las Vegas (idem, 1995, Mike Figgis) Com todo, isso nom o exime de perpetrar verdadeiros insultos à inteligência como Knowing (Alex Proyas, 2009, Alex Proyas) -filme que nom lhe perdoarei na vida-. City of Angels (idem, 1998, Brad Silberling) ou Ghost Rider (El motorista fantasma, 2007, Mark Steven Johnson). Por isso enfrento cada filme de Cage com o mesmo temor: Será um divertimento digerível, um pequeno regalo de interpretaçom magistral ou um disparo de baixa velocidade no estômago que me fara agoniar durante dias na mistura do meu próprio sangue e detritos?

Pois se tivesse que classificar Season of the Witch (En tiempo de brujas, 2011, Dominic Sena) nalgumha das três categorias anteriores evidentemente ficaria com a primeira… com perigosas incursons na terceira. Nota-se desde o começo que o seu director Dominic Sena –Swordfish (Operación Swordfish, 2001) e Whiteout (ídem, 2009) e que já coincidira com Cage e um dos seus delirantes penteados em Gone in 60 Seconds (60 segundos, 2000)- nom sinte como próprio o género do filme, estando limitado a seguir as linhas marcadas por este como umha pianola segue as notas no rolo de cera: sem trabucar, mas sem paixom. Mas todo o que dai adubio nos filmes de “estilo-B mas sem ser B” falha em Season of the Witch: a ambientaçom é pobre e pouco cuidada, as batalhas e lutas carecem de força e a aportaçom de cada personagem está só rascunhada. Todo o truque de três quartas partes do filme baseia-se num giro da história que nom se perfila adequadamente em nenhum momento, e os CGI reservam-se para um final que nom fai justiça com o orçamento. E o potencial visual do poderoso Ron Perlman desbota-se com umhas cenas de batalha pouco interessantes. Mas nom todo é tam terrível, há pequenos momentos interessantes: a passagem da ponte, algumha conversa entre a “bruxa” e os personagens, e se calhar parte -só parte- da luta final no mosteiro.

Com todo, depois de ver o filme, nom pudem tirar essa sensaçom de que a história contada nom era para nada nova. Já sei que nenhumha história é nova de todo, e que a graça é recontar engadindo um novo traço… mas nom me digam que nom lhe soa: Cavaleiro nobre mais escuro que se embarca nas Cruzadas por fe ou na procura de riqueça, mas que remata farto das matanças e volta à casa, só para topar a sua terra infestada polo mal da feiticeira ou a Praga, tendo assim umha oportunidade de redimir a sua alma e corrigir os erros do passado. Sim, é Solomon Kane –a série de Robert E. Howard e o filme de M. J. Basset de 2009- e também é Season of the Witch. E a obra original e o filme europeio ganham em contar essa mesma história, porque abraçam o pulp primigênio e procuram cumprir todas as exigências do gênero, e depois de feitas estas tarefas seguem adiante e achegam novos detalhes. Assim que já sabem, se nom viram o filme dêem-lhe prioridade sobre o criticado hoje -que se torna completamente supérfluo- e se nom leram nada do personagem original podem desfrutar da magnífica traduçom para o galego de Urco Editora.

Fer

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