"Só leo este blogue para saber o que non teño que ver", Martin Pawley (días estranhos)

Crítica de ‘Orcs!’. Fugide insensatos!!


Esta é umha liçom importante: nom todos os filmes que no trailler inspiram a afirmaçom “vai ser tam mau que vai virar bom” cumprem despois estes desejos. As vezes os filmes maus som simplesmente isso, sem importar que se apilem detalhes fuleiros que num contexto adequado retroalimentariam-se até a película acadar essa classificaçom de “horrivel mais adorável”.

Confesso que quando olhei o trailler de Orcs! (James MacPherson, 2011) pensei que ia ser umha boa fuleirada para botar risos a esgalha. Todo apontava bem: título (umha soa palavra e um signo de admiraçom, isto tem que ser bom!), actores director e roteiristas totalmente desconhecidos, orçamento de telefilme, argumento delirante (da nada os orcos aparecem num parque nacional dos EUA e os guarda-bosques têm que lutar contra eles pola sua vida), e trailer com referências a cultura freak (O Senhor dos Anéis, WoW…). Mas por desgraça o passo seguinte, construir um divertimento visual no que um poda desligar por umha hora o bom gosto artístico e deleitar-se com parvadas, nom se adianta e o filme fica nesse val escuro das boas-más ideias que caem pola ladeira de inerme.


Acho que a principal carência de toda a cinta é a falta de compromisso com o género “filme mau”. Ninguém aguarda boas actuaçons, grandes cenas de luta, giros da história ou tensom narrativa. E evidentemente nada disso está presente no filme, mas tampouco os adubios que podem converter o mau em “mau-bom”: Um roteiro que é propício para o desenvolvimento do gore, do sangue a pressom e a violência exagerada até a comicidade fica desaproveitado. E a falta dessa aura de fascinaçom polo produto consciente das suas limitaçons fam que as chiscadelas do género -como a repetiçom de cenas de luta, os pequenos grupos de pessoas disfarçadas de jeito barato que pretendem dar a imagem de “multitude” com planos curtos, os erros narrativos obviados, ou uso e abuso da câmara lenta- nom tenham efeito positivo. Se calhar o único bem levado -ainda que nom é para tirar foguetes- é a contínua referência aos filmes do Senhor dos Anéis com cenas totalmente cuspidas.


Assim que se querem a minha recomendaçom: Nom perdam nem um minuto com este filme, porque nem levaram o prémio de consolaçom.

Fer

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