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Crítica de Eaters: Zombie-pasta gorentosa

Normalmente umha boa norma para o cinéfago é aplicar a mesma precauçom – e kilómetros de distáncia- entre qualquer filme dirigido, produzido ou auspiciado por Uwe Boll que a que teria com um almoço informal na casa de Lucrecia Borgia. Os Kamikaze do cinema podemos engolir quase todo, mas há cousas coas que melhor nom jogar. Porém Eaters (Luca Boni e Marco Ristori, 2011) parece escapulir de nefándico toque dum Midas invertido do diretor alemam. Aqui o trailer.

Ainda que a estas alturas do ciclo das modas cinematográficas um poderia pensar que os filmes de Zombies rodados em 2011 nom têm muito que achegar -umha vez que a testemunha está nas maos da TV e os Walking Dead– cumpre ter um pouco de visom histórica e reparar na nacionalidade da fita: Os italianos foram os protagonista de toda umha maré de excelentes e deliciosos filmes de nom-mortos abaneantes que marcaram um capítulo de ouro na história do gênero da carne apodrecida e os miolos espargidos. Nom podemos esquecer obras como Zombi 2 (Nueva York bajo el terror de los zombi, Lucio Fulci 1973) ou Le notti erotiche dei morti viventi (Las noches eróticas de los muertos vivientes, Joe D’Amato, 1980) com a erótiquíssima participaçom de Laura Gemser. Assim que ainda arrepiado pola presença do-que-nom-debe-ser-nomeado nos créditos decidi que pagava a pena ver que tinham que dizer estes dous novelíssimos diretores -conhecidos na sua casa a hora de comer- sobre a esmorecida nova vaga zombie dos 2000.

E o esforço por superar o medo atávico produzido polo diretor de -o deus vou-no escrever- Alone in the Dark (ídem, Uwe-Satam-Boll, 2005)  pagou a pena. Eaters é um excelente filme de zombies, sempre que um tenha em conta as limitaçons técnicas e orçamentarias da obra. O apartado técnico estár resolto com maestria, adaptándose aos poucos quartos e nom escatimando no verdadeiramente importante nestes casos : a aparência dos zombies, porque se em 2011 fazes um filme de mortos no que a maquilhagem provoca riso e nom terror, melhor apagamos o ecram já. As limitaçons som evidentes no tamanho do reparto e no uso contínuo de exteriores e interiores industriais e desolados, mas a fotografia -com um uso contínuo de tons ocres e metá licos no ceu- consegue salvar o limitado do cenário- A história que se desenvolve sobre estes andaimes é um rebúmbio de references do gênero com algumha novidade, parecendo umha mistura acertada de Children of Men (Hijos de los hombres, Alfonso Cuarón, 2006)  e Day of the Dead (El día de los muertos, G.A. Romero, 1985) e umha buddy movie. A origem da praga zombie, a presença central do científico tolo e sádico – Claudio Marmugi– fuchicando com as visceras dos mortos, as sombras de indivíduos com mentes tam apodrecidas como o sangue negro das criaturas, e a sensaçom de que o duo protagonista está tam tolo como os demais populadores do mundo -mas eles som conscientes e empregam essa loucura para sobreviverem- constituem um quadro de partida excelente.

Se calhar o maior erro da história e o que tarda em colher força e velocidade. O desenvolvimento é lento e sem direcçom clara na primeira metade, e acelera-se na segunda tentando aproveitar a história. Com os vímbios do roteiro e umha temporizaçom melhor poderia-se ter contruído um filme mais equilibrado e que deixara um sabor mais completo no final. Porem o trabalho realizado polos atores principais -especialmente o demoledor Alex Lucchesi– é excelente, com essa força surreal do cinema de terror italiano, o a nulo esforço dos diretores por poupar sangue e recheio visceral agradece-se. Certo é que para ser um filme de zombies onde estes estám bem presentes -nom é um filme de “monstro oculto” para nada- a figura e natureza do morto ficam pouco perfiladas. Com todo nom impede que desfrutemos dum filme recomendável para os conhecederos do gênero.

Fer

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