"Só leo este blogue para saber o que non teño que ver", Martin Pawley (días estranhos)

Anos de experiência como leitor e como seguidor de séries levam a que me adira quase sem dúvidas à afirmaçom – um pouco snob- de que o livro é sempre melhor que a série (ou filme). Que entre as páginas dumha obra literária o autor tem mais espaço e ferramentas -sem limitaçons de custos e quase de tempo- para desenvolver os pequenos detalhes que dam vida a umha história com personagens dignos de amar ou odiar. Assim, em igualdade de qualidade na história, os livros aduitam ganhar a carreira às adaptaçons cinrmatográficas no coraçom deste crítico. Há quem argumenta que a literatura e a cinematografia -seja em formato grande for em formato pequeno- trabalham com linguagens diferentes e que cada versom da história deve ser criticada por separado, também concordo com esta afirmaçom e nom a vexo contraditória com a postura descrita antes.

Com todo, as vezes cumpre matizar essas ideias, e Dexter é um destes casos. E a causa nom é outra de que, partindo da mesma idéia inicial -o livro Darkly Dreaming Dexter– as novelas perderam-se há tempo por caminhos místicos, sobrenaturais e de escassa qualidade literária mentres que a série de televisom reforçou os aspectos mais interessantes da história original engadindo detalhes de série procedimental, profundidade nas personagens secundárias e as tramas ligadas com estas. As maos ganhadoras de Emmy de James Manos Jr (chiscadela, chiscadela) como roteirista fizeram um bom trabalho, mantendo o nível da série alto quando já está apiques de estrear a sua sexta temporada. Nom é de estranhar nalguém implicado noutros feitos cardinais da história da televissom como The Sopranos (Los Sopranos, David Chase, 1999-2007) The Shield (The Shield: Al margen de la Ley, Shawn Ryan, 2002-2008) e Apollo 11 (idem, Norberto Barba,1996). A qualidade como actor de Michael C. Hall ficou acreditada com Six Feet Under (A dos metros bajo tierra, Alan Ball, 2001-2005) mas segundo avançam as temporadas de Dexter fai-se mais evidente a sua maduraçom como actor.

Porém muita gente nom gostou da quinta temporada da série, onde a personagem de Dexter lida com enorme perda pessoal -se isso existe para um psicopata, alias um psicopata seguro da sua bondade- vista cara finais da quarta temporada. À vez que procura compaginar o seu trabalho (o policial que incluí microscópios e sequenciaçom de ADN, e o nocturno que leva conjunto umha grande quantidade de plástico, fita-cola industrial e umha variedade quase infinita de objectos afiados, cortantes e perforantes assim como sonífero veterinário) com o seu novo rol de pai. Se calhar é por isso que Sara Colleton, produtora executiva da série, filtrou que a sexta temporada sucederá um ano após os acontecimentos da quinta, e que para entom a perda de Rita e a marcha da companheira escura de Dexter estará, se nom soterrada entom superada com o passo do tempo. A intençom do equipo criativo é, segundo o que se filtrou até o de agora, recuperar a linha dos anteriores ciclos argumentais da série, o qual pode ser mui bem-vindo polo pessoal seareiro da produçom. Porém outros comentários feitos por roteiristas, e algo que se pode intuir no trailer desta tempada se se lerom os livros, pode levar a pensar que a série vai cair polos cantis mais estranhos e criticados da obra original.

Aguardamos entom com ganhas a chegada desta série, que impactou a audiência desde o primeiro momento com um dos opening mais celebrados da história da televisom. A estreia está programada para o 2 de Outubro.

Fer

1 comentario

  1. by Deixará Michael C. Hall Dexter ao final desta tempada? | CINEMA FRIKI, on Decembro 22 2011 @ 7:53 p.m.

     

    […] 2 de outubro comezou a sexta tempada de Dexter. Dexter Temporada 6: O passageiro escuro retorna é o artigo de Fer sobre o que podemos agardar da […]

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