"Só leo este blogue para saber o que non teño que ver", Martin Pawley (días estranhos)


Críticos, cinéfilos, teóricos dos médios e da cultura levam décadas escrevendo sobre as profundas diferenças entre as narrativas ocidentais e orientais. A mediçom dos tempos, os códigos de expressividade e o simbolismo fam que muitas vezes o observador europeu nom perceba completamente a mensagem dumha obra japonesa, e reversa. Assim é necessária umha predisposiçom especial, um conhecimento da cultura japonesa e os seus símbolos, para entender por exemplo as longas pausas e o esquema binário em The Story of the Last Chrysanthemums (Zangiku monogatari, Kenji MIzoguchi 1939). Mas nem toda a interpretaçom simbólica nem a dialéctica das divergências narrativas entre culturas pode explicar os massivos, gigantes, gargantuescos e absolutamente impossíveis desde o ponto de vista anatómico peitos que portam todas e cada umha das protagonistas de High School of the Dead ( H.O.T.D.: Gakuen Mokushiroku, Daisuke Satō e Shōji Satō, 2010-presente) e que distrai de jeito inevitável dumha trama e duns personagens surpreendentemente interessantes para umha produçom shônen ecchi (publicaçons dirigidas a varons japoneses com um toque «erótico» desde o ponto de vista europeu, mas sem sexo explícito).

Se algo marca o aspecto visual de H.O.T.D. é o contraste entre o fanservice e o detalhado do gore.

Entendam o quero dizer tanto o manga como o anime apresenta-nos um cenário de brote zombie clássico que pronto evolui até níveis de Apocalipse mundial, e conta-nos a história dum grupo de estudantes de instituto japonês que se vem obrigados a sobreviver nas piores circunstâncias. O grupo é composto seguindo todas as normas da literatura shônen: Um lider relutante namorado desde a infância da coprotagonista, umha Yamato Nadeshiko experta na luta com katana, umha gênio intelectual caprichosa, um otaku das armas gordinho mas desenvolto, umha enfermeira adulta infantilizada e umha nena pequena com cadelinho. Pareceria que com esses alicerces típicos nom se pode construir umha grande narrativa, mas a oportunidade de revulsom e decontruçom que oferece o cenário zombie permite a Daisuke Satō -especialista todo seja dito em mangas sobre historias alternativas, recomendar especialmente Seito sobre um Japom dividido políticamente como as Coreias- desenhar personagens mais profundos que evoluem muito mais do aguardado. Evidentemente temos que aceitar as conveniências dumha história na que todos os protagonistas resultam ter cerca capacidade marcial -algumhas especialmente espectaculares- que lhes permite actuar com maior efectividade e taxa de supervivência que alguns comandos militares.

Muitas cenas som puro gorn e nem as»pantyshots» som sagradas para os zombies

Outra característica da H.O.T.D. é o intento de ter presente todo o feito até o momento com a temática. A enorme quantidade de homenagens a títulos do género deixa claro que os irmaos Satō som conhecedores do tema. Por citar só algumhas temos a apariçom de Shaun de Zombie Party (Shaun of the Dead. Edgar Wright 2004) tam apirolado coma sempre, as cabeças de famosos de El amanecer de los muertos (Dawn of Dead, George A. Romero 1979)alguns acordes musicais de 28DaysLater no primeiro capítulo anime, ou que grupo fique dividido em certa altura dum jeito exactamente igual que umha afamada cena do vídeojogo Resident Evil 2, berros de Double tap! por parte do otaku das armas que evidentemente viu Zombieland (idem, Ruben Feischer 2009), ou o obrigado capítulo num centro comercial voltando outra vez a Dawn of the Dead. Mas também sobressai em que por umha vez os protagonistas som conscientes de que estam no médio dumha apocalipse zombie, e param a pensar os seus movimentos, analisar os seus falhos e desenhar -em voz alta- estratégias inteligentes para sobreviverem. Todos estes bons complementam-se com umha mensagem de rebeldia fronte aos tabus da sociedade japonesa, com umhas personagens que reflexionam sobre como a fim da civilizaçom obrigou-nos a rachar com muitos convencionalismos da sua cultura. E nalguns casos levou-nos a abraçar os seus lados mais escuros.

O fanservice é duro, e vai por toneladas métricas de carne.

É por todos esses bons traços polos que o tema das enormes tetas racha com a experiência. Pola rede podedes topar a história de que o desenhador Shōji Satō trabalhava em produçons hentai e que os velhos vícios nunca se perdem. Também que os altos níveis de ecchi som a condiçom que muitos estudos obrigam aos criadores para financiarem apostas narrativas arriscadas -e os altos níveis de gore e introspeçom fam de HighSchool of the Dead umha peça difícil de vender massivamente-. Porem o absurdo da anatomia e o contrate entre as cenas violentas ou psicológicas coas posturas exageradas, anatomias extraterrestres -nom minto se digo que a protagonista mais talhada pode literalmente ficar comodamente dormida sobre os seus peitos- capítulos de «banho» e demais parafernalia do subgénero é mui chocante. Mina muito o realismo dumha série onde som analisados os pros e contras de todas e cada umha das armas atopadas e das estratégias desenvolvidas, que as protagonistas nunca levem nada mais cómodo que umhas médias de reixa com ligueiro, saia de tubo rachada e camisola de uniforme três talhas mais pequenas. O epitome desta dicotomia estética chega com um capítulo gratuíto O.V.A. que sem zombies de por médio -e sem nenhumha explicaçom real- situa os personagens numha ilha com praia para que se luzam em traje de banho e tenham tórridas cenas eróticas provocadas por umha oportuna intoxicaçom. Acho que a definiçom desta «física fantástica das tetas» pode-se resumir na afamada cena de «o rifle e as tetas» que podedes atopar aquí e que nom contem spoilers.

Se um esquece as anatomias impossíveis o estilo visual de H.O.T.D. é precioso e detalhista

Em resumo: com um nível de história alto e um gore mais que respeitável -que se suaviza um pouco nos capítulos intermédios onde os elementos ecchi ganham terreno até níveis um pouco molestos- Highschool of the Dead merece a pena como anime -e polo que puidem ler como série de manga- para os amantes do género.  Os níveis de violência, profundidade de história e personagens e cuidado no aspecto gráfico som altíssimos. A produçom animada rematou a sua primeira temporada há uns meses, e há promessas para umha segunda que segue bastante fielmente a história original. Fica nas suas maos decidirem se o apartado gráfico e as concessons eróticas ultrapassam o seu aguante.

Fer

George A. Romero

1 comentario so far »

  1. by fernando, on Novembro 11 2011 @ 9:10 p.m.

     

    y que pasa por que haya tetas, no te gustan? o es que eres de la asociación tetas no o algo?

    y por cierto, en que idioma escribes, no se te entiende nada.

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