"Só leo este blogue para saber o que non teño que ver", Martin Pawley (días estranhos)

Novo trailer da segunda tempada de Game of Thrones

Já temos um adianto do segundo trailer da segunda tempada de Game of Thrones (HBO). Os cortes no som fam suspeitar que vem tirado directamente de HBO GO e que nom durará muito, ao ser umha promoçom prévia para as pessoas assinantes desse serviço. Assim que olhade-o rápido!

Trailer de Abraham Lincoln Vampire Hunter

Menos de dous anos depois de que Seth Grahame-Smith publicasse a sua novela epistolar Abraham Lincoln, Vampire Hunter (2010) chega o esperadíssimo trailer oficial da adaptaçom producida por Tim Burton, isso sim é rapidez!

Já podemos desfrutar do trailer comercial de Moonrise Kingdom (2012) do director Wes Anderson autor e co-roteirista de The Royal Tenenbaums (Los Tenenbaums. Una familia de genios, 2001), The Life Aquatic with Steve Zissou (Life Aquatic, 2004) e The Darjeeling Limited (Viaje a Darjeeling, 2007). Umha fantasia coral que narra a escapada dum raparigo boyscoutt e umha rapariga, e que contará com Bruce Willis, Bill Murray e Edward Norton.


Críticos, cinéfilos, teóricos dos médios e da cultura levam décadas escrevendo sobre as profundas diferenças entre as narrativas ocidentais e orientais. A mediçom dos tempos, os códigos de expressividade e o simbolismo fam que muitas vezes o observador europeu nom perceba completamente a mensagem dumha obra japonesa, e reversa. Assim é necessária umha predisposiçom especial, um conhecimento da cultura japonesa e os seus símbolos, para entender por exemplo as longas pausas e o esquema binário em The Story of the Last Chrysanthemums (Zangiku monogatari, Kenji MIzoguchi 1939). Mas nem toda a interpretaçom simbólica nem a dialéctica das divergências narrativas entre culturas pode explicar os massivos, gigantes, gargantuescos e absolutamente impossíveis desde o ponto de vista anatómico peitos que portam todas e cada umha das protagonistas de High School of the Dead ( H.O.T.D.: Gakuen Mokushiroku, Daisuke Satō e Shōji Satō, 2010-presente) e que distrai de jeito inevitável dumha trama e duns personagens surpreendentemente interessantes para umha produçom shônen ecchi (publicaçons dirigidas a varons japoneses com um toque “erótico” desde o ponto de vista europeu, mas sem sexo explícito).

Se algo marca o aspecto visual de H.O.T.D. é o contraste entre o fanservice e o detalhado do gore.

Entendam o quero dizer tanto o manga como o anime apresenta-nos um cenário de brote zombie clássico que pronto evolui até níveis de Apocalipse mundial, e conta-nos a história dum grupo de estudantes de instituto japonês que se vem obrigados a sobreviver nas piores circunstâncias. O grupo é composto seguindo todas as normas da literatura shônen: Um lider relutante namorado desde a infância da coprotagonista, umha Yamato Nadeshiko experta na luta com katana, umha gênio intelectual caprichosa, um otaku das armas gordinho mas desenvolto, umha enfermeira adulta infantilizada e umha nena pequena com cadelinho. Pareceria que com esses alicerces típicos nom se pode construir umha grande narrativa, mas a oportunidade de revulsom e decontruçom que oferece o cenário zombie permite a Daisuke Satō -especialista todo seja dito em mangas sobre historias alternativas, recomendar especialmente Seito sobre um Japom dividido políticamente como as Coreias- desenhar personagens mais profundos que evoluem muito mais do aguardado. Evidentemente temos que aceitar as conveniências dumha história na que todos os protagonistas resultam ter cerca capacidade marcial -algumhas especialmente espectaculares- que lhes permite actuar com maior efectividade e taxa de supervivência que alguns comandos militares.

Muitas cenas som puro gorn e nem as”pantyshots” som sagradas para os zombies

Outra característica da H.O.T.D. é o intento de ter presente todo o feito até o momento com a temática. A enorme quantidade de homenagens a títulos do género deixa claro que os irmaos Satō som conhecedores do tema. Por citar só algumhas temos a apariçom de Shaun de Zombie Party (Shaun of the Dead. Edgar Wright 2004) tam apirolado coma sempre, as cabeças de famosos de El amanecer de los muertos (Dawn of Dead, George A. Romero 1979)alguns acordes musicais de 28DaysLater no primeiro capítulo anime, ou que grupo fique dividido em certa altura dum jeito exactamente igual que umha afamada cena do vídeojogo Resident Evil 2, berros de Double tap! por parte do otaku das armas que evidentemente viu Zombieland (idem, Ruben Feischer 2009), ou o obrigado capítulo num centro comercial voltando outra vez a Dawn of the Dead. Mas também sobressai em que por umha vez os protagonistas som conscientes de que estam no médio dumha apocalipse zombie, e param a pensar os seus movimentos, analisar os seus falhos e desenhar -em voz alta- estratégias inteligentes para sobreviverem. Todos estes bons complementam-se com umha mensagem de rebeldia fronte aos tabus da sociedade japonesa, com umhas personagens que reflexionam sobre como a fim da civilizaçom obrigou-nos a rachar com muitos convencionalismos da sua cultura. E nalguns casos levou-nos a abraçar os seus lados mais escuros.

O fanservice é duro, e vai por toneladas métricas de carne.

É por todos esses bons traços polos que o tema das enormes tetas racha com a experiência. Pola rede podedes topar a história de que o desenhador Shōji Satō trabalhava em produçons hentai e que os velhos vícios nunca se perdem. Também que os altos níveis de ecchi som a condiçom que muitos estudos obrigam aos criadores para financiarem apostas narrativas arriscadas -e os altos níveis de gore e introspeçom fam de HighSchool of the Dead umha peça difícil de vender massivamente-. Porem o absurdo da anatomia e o contrate entre as cenas violentas ou psicológicas coas posturas exageradas, anatomias extraterrestres -nom minto se digo que a protagonista mais talhada pode literalmente ficar comodamente dormida sobre os seus peitos- capítulos de “banho” e demais parafernalia do subgénero é mui chocante. Mina muito o realismo dumha série onde som analisados os pros e contras de todas e cada umha das armas atopadas e das estratégias desenvolvidas, que as protagonistas nunca levem nada mais cómodo que umhas médias de reixa com ligueiro, saia de tubo rachada e camisola de uniforme três talhas mais pequenas. O epitome desta dicotomia estética chega com um capítulo gratuíto O.V.A. que sem zombies de por médio -e sem nenhumha explicaçom real- situa os personagens numha ilha com praia para que se luzam em traje de banho e tenham tórridas cenas eróticas provocadas por umha oportuna intoxicaçom. Acho que a definiçom desta “física fantástica das tetas” pode-se resumir na afamada cena de “o rifle e as tetas” que podedes atopar aquí e que nom contem spoilers.

Se um esquece as anatomias impossíveis o estilo visual de H.O.T.D. é precioso e detalhista

Em resumo: com um nível de história alto e um gore mais que respeitável -que se suaviza um pouco nos capítulos intermédios onde os elementos ecchi ganham terreno até níveis um pouco molestos- Highschool of the Dead merece a pena como anime -e polo que puidem ler como série de manga- para os amantes do género.  Os níveis de violência, profundidade de história e personagens e cuidado no aspecto gráfico som altíssimos. A produçom animada rematou a sua primeira temporada há uns meses, e há promessas para umha segunda que segue bastante fielmente a história original. Fica nas suas maos decidirem se o apartado gráfico e as concessons eróticas ultrapassam o seu aguante.

Fer

George A. Romero

Segundo anúncia a página web de Variety a Warner Bros teria comprado os direitos dos primeiros rascunhos dum guiom nascido originalmente nos fios da página web reddit. O conceito: Umha unidade exploratória dos U.S. Marines (MEU) desaparece de súpeto de Afeganistam e aparece  nos campos da Roma Imperial de Augusto do ano 23 da Era Comum. A criador: James Erwin, que sob o alcume Prufrock451 respondou a umha questom naîve dum usuário no sub-reddit /r/askreddit apaixonado pola séria da HBO Rome (Roma, Bruno Heller, John Milius and William J. MacDonald, 2005.2007) . Ah, e também foi campiom duas vezes do concurso de TV Jeopardy!.

A ideia começou como uns poucos comentários de Erwin que narravam os primeiros dias da unidade MEU aparecida nas aforas de Roma. Como se reponhiam do shock, inspeccionavam o território, estabeleciam um perímetro de seguridade e tentavam contactar com as autoridades da Roma Augusta. O conflito nom tarda muito em abolhar. Quando o formado dos simples  comentários -os mais votados no fio original- ficou pequeno criou um sub-reddit próprio intitulado “Rome Sweet Rome” no que começou a expandir a sua ideia original, mentres outros usuários achegavam conceitos, imagens, linhas de argumento, pros e contras, analises profundos da capacidade operativa dumha força moderna levada até a época imperial romana, etc. Surdiram desde mods para conhecidos jogos de estratégia, até histórias preparadas para jogos de Rol. Mas sobretudo o roteiro da história evoluiu até os centos de dias de diário de campanha. E há umhas horas o criador original anunciou no seu twitter a notícia.

Aguarda saber como se desenvolverá a história, em que formato e até que ponto as ideias originais de Erwin marcaram o rimo. Até o de agora demonstra-se o poder fértil de Internet mas também -se um segue o subreddit, o que escreve esta notícia está subscrito desde há seis meses, quando a história começou- deixa entrever muitos problemas de propriedade intelectual, ao ser partes da história -ou do transfondo- obra de toda umha comunidade em rede.

Nota: Como cinéfilos nom podemos deixar de indicar alguns filmes com histórias parecidas de forças militares modernas -ou hipermodernas- deslocadas no tempo até outra época. Don Vitto comentava há anos umha boa chea delas.

Anos de experiência como leitor e como seguidor de séries levam a que me adira quase sem dúvidas à afirmaçom – um pouco snob- de que o livro é sempre melhor que a série (ou filme). Que entre as páginas dumha obra literária o autor tem mais espaço e ferramentas -sem limitaçons de custos e quase de tempo- para desenvolver os pequenos detalhes que dam vida a umha história com personagens dignos de amar ou odiar. Assim, em igualdade de qualidade na história, os livros aduitam ganhar a carreira às adaptaçons cinrmatográficas no coraçom deste crítico. Há quem argumenta que a literatura e a cinematografia -seja em formato grande for em formato pequeno- trabalham com linguagens diferentes e que cada versom da história deve ser criticada por separado, também concordo com esta afirmaçom e nom a vexo contraditória com a postura descrita antes.

Com todo, as vezes cumpre matizar essas ideias, e Dexter é um destes casos. E a causa nom é outra de que, partindo da mesma idéia inicial -o livro Darkly Dreaming Dexter- as novelas perderam-se há tempo por caminhos místicos, sobrenaturais e de escassa qualidade literária mentres que a série de televisom reforçou os aspectos mais interessantes da história original engadindo detalhes de série procedimental, profundidade nas personagens secundárias e as tramas ligadas com estas. As maos ganhadoras de Emmy de James Manos Jr (chiscadela, chiscadela) como roteirista fizeram um bom trabalho, mantendo o nível da série alto quando já está apiques de estrear a sua sexta temporada. Nom é de estranhar nalguém implicado noutros feitos cardinais da história da televissom como The Sopranos (Los Sopranos, David Chase, 1999-2007) The Shield (The Shield: Al margen de la Ley, Shawn Ryan, 2002-2008) e Apollo 11 (idem, Norberto Barba,1996). A qualidade como actor de Michael C. Hall ficou acreditada com Six Feet Under (A dos metros bajo tierra, Alan Ball, 2001-2005) mas segundo avançam as temporadas de Dexter fai-se mais evidente a sua maduraçom como actor.

Porém muita gente nom gostou da quinta temporada da série, onde a personagem de Dexter lida com enorme perda pessoal -se isso existe para um psicopata, alias um psicopata seguro da sua bondade- vista cara finais da quarta temporada. À vez que procura compaginar o seu trabalho (o policial que incluí microscópios e sequenciaçom de ADN, e o nocturno que leva conjunto umha grande quantidade de plástico, fita-cola industrial e umha variedade quase infinita de objectos afiados, cortantes e perforantes assim como sonífero veterinário) com o seu novo rol de pai. Se calhar é por isso que Sara Colleton, produtora executiva da série, filtrou que a sexta temporada sucederá um ano após os acontecimentos da quinta, e que para entom a perda de Rita e a marcha da companheira escura de Dexter estará, se nom soterrada entom superada com o passo do tempo. A intençom do equipo criativo é, segundo o que se filtrou até o de agora, recuperar a linha dos anteriores ciclos argumentais da série, o qual pode ser mui bem-vindo polo pessoal seareiro da produçom. Porém outros comentários feitos por roteiristas, e algo que se pode intuir no trailer desta tempada se se lerom os livros, pode levar a pensar que a série vai cair polos cantis mais estranhos e criticados da obra original.

Aguardamos entom com ganhas a chegada desta série, que impactou a audiência desde o primeiro momento com um dos opening mais celebrados da história da televisom. A estreia está programada para o 2 de Outubro.

Fer

(Para ler este artigo é recomendável ter visto as temporadas anteriores)

Se a última temporada de Criminal Minds (Mentes criminales, Jeff Davis, 2005-?) se caracterizou por algo foi polas contínuas mudanças no reparto habitual da série, assim como a experimentaçom com os roles das personagens. Nom só assistimos à marcha dumha das mais queridas agentes da BAU por motivos “laborais” dentro da série, também à dessapariçom supostamente definitiva doutra das integrantes do grupo de espertos no comportamento do FBI. Polo caminho a informática e gestora de dados Penelope Garcia (Kirsten Vangsness) perpetrou um intento -com nulo sucesso- de ocupar o posto de ligaçom com os média. Sem contar que, para completar o grupo de investigadores os roteiristas tiraram dos arquivos da própria série para atrair um novo personagem Ashley Seaver (Rachel Nichols) que parecia interessante e com potencial mas que foi retirado do quadro de pessoal habitual cara finais da sexta tempada, regressando de novo o papel interpretado por A.J. Cook. Todo isto completou-se com multitude de especulaçons que falavam sobre a marcha de Thomas Gibson e da sua personagem do afamado escritor e criminalista Aaron “Hotch” Hotchner.   As mudanças de personagens principais sucedem tam rápido como os trocos da produtora da série, que tem passado por cinco maos nos seus seis anos de vida (The Mark Gordon Company, ABC Studios, Paramount Telivision e CBS Television Studios) seguindo os movimentos tectónicos dos mayors de televisom nos EUA.

A temporada passada também jogou com a estrutura da série, algo que sempre se agradece -se se fai bem, claro- em shows procedimentais que as vezes podem ficar encalhados na rotina de “mau da semana” (e nom estou mirando a ninguém cof, cof, CSI:Miami, cof, cof). Porém as linhas argumentais do ano passado foram um pouco confusas, situando-se o maior giro da história -tanto em importância como em distância com a tónica habitual da série- nos primeiros capítulos da segunda metade da mesma e que foram adequadamente intitulados como “Coda” polo primeiro deles. Este ponto e aparte na narrativa fixo que muitos viramos os seis episódios restantes como dotados de menos força e importância no universo da série. O grande golpe, para alguns mais apropriado como cliffhanger de final de tempada, ocultou muitos dos movimentos da história na segunda metade -que existirom, incluída a partida doutro personagem, ou a preocupaçom pola saúde psiquiatrica do Dr. Spencer Reid (Matthew Gray Gubler)- e fixo pouco espetacular por comparaçom o derradeiro capítulo da tempada.

A nova Wonder Woman (Adrianne Palicki) aralha-se como nova incorporaçom nesta temporada

Já está disponhível para o público americano e aqueles com suficientes benevolências no partilhe de igual a igual o primeiro capítulo da sétima temporada. Nele os roteiristas continuam com o projecto de dotarem a série de maior continuidade e estrutura de personagens fora dos casos particulares, e fam isto com umha nova reviravolta às histórias da anterior tempada, começando desde o primeiro minuto com umha sessom especial do Senado que investiga o proceder do BAU… um prato forte para umha tempada que aguardemos vexa estabelecer-se o sementado na anterior, mas sem tanto movimento de personagens.

Fer

(A sétima temporada de Criminal Minds começou a se emitir o 21 de setembro na canle estadounidense CBS e rematará na primavera do 2012)

Crítica de Eaters: Zombie-pasta gorentosa

Normalmente umha boa norma para o cinéfago é aplicar a mesma precauçom – e kilómetros de distáncia- entre qualquer filme dirigido, produzido ou auspiciado por Uwe Boll que a que teria com um almoço informal na casa de Lucrecia Borgia. Os Kamikaze do cinema podemos engolir quase todo, mas há cousas coas que melhor nom jogar. Porém Eaters (Luca Boni e Marco Ristori, 2011) parece escapulir de nefándico toque dum Midas invertido do diretor alemam. Aqui o trailer.

Ainda que a estas alturas do ciclo das modas cinematográficas um poderia pensar que os filmes de Zombies rodados em 2011 nom têm muito que achegar -umha vez que a testemunha está nas maos da TV e os Walking Dead- cumpre ter um pouco de visom histórica e reparar na nacionalidade da fita: Os italianos foram os protagonista de toda umha maré de excelentes e deliciosos filmes de nom-mortos abaneantes que marcaram um capítulo de ouro na história do gênero da carne apodrecida e os miolos espargidos. Nom podemos esquecer obras como Zombi 2 (Nueva York bajo el terror de los zombi, Lucio Fulci 1973) ou Le notti erotiche dei morti viventi (Las noches eróticas de los muertos vivientes, Joe D’Amato, 1980) com a erótiquíssima participaçom de Laura Gemser. Assim que ainda arrepiado pola presença do-que-nom-debe-ser-nomeado nos créditos decidi que pagava a pena ver que tinham que dizer estes dous novelíssimos diretores -conhecidos na sua casa a hora de comer- sobre a esmorecida nova vaga zombie dos 2000.

E o esforço por superar o medo atávico produzido polo diretor de -o deus vou-no escrever- Alone in the Dark (ídem, Uwe-Satam-Boll, 2005)  pagou a pena. Eaters é um excelente filme de zombies, sempre que um tenha em conta as limitaçons técnicas e orçamentarias da obra. O apartado técnico estár resolto com maestria, adaptándose aos poucos quartos e nom escatimando no verdadeiramente importante nestes casos : a aparência dos zombies, porque se em 2011 fazes um filme de mortos no que a maquilhagem provoca riso e nom terror, melhor apagamos o ecram já. As limitaçons som evidentes no tamanho do reparto e no uso contínuo de exteriores e interiores industriais e desolados, mas a fotografia -com um uso contínuo de tons ocres e metá licos no ceu- consegue salvar o limitado do cenário- A história que se desenvolve sobre estes andaimes é um rebúmbio de references do gênero com algumha novidade, parecendo umha mistura acertada de Children of Men (Hijos de los hombres, Alfonso Cuarón, 2006)  e Day of the Dead (El día de los muertos, G.A. Romero, 1985) e umha buddy movie. A origem da praga zombie, a presença central do científico tolo e sádico – Claudio Marmugi- fuchicando com as visceras dos mortos, as sombras de indivíduos com mentes tam apodrecidas como o sangue negro das criaturas, e a sensaçom de que o duo protagonista está tam tolo como os demais populadores do mundo -mas eles som conscientes e empregam essa loucura para sobreviverem- constituem um quadro de partida excelente.

Se calhar o maior erro da história e o que tarda em colher força e velocidade. O desenvolvimento é lento e sem direcçom clara na primeira metade, e acelera-se na segunda tentando aproveitar a história. Com os vímbios do roteiro e umha temporizaçom melhor poderia-se ter contruído um filme mais equilibrado e que deixara um sabor mais completo no final. Porem o trabalho realizado polos atores principais -especialmente o demoledor Alex Lucchesi- é excelente, com essa força surreal do cinema de terror italiano, o a nulo esforço dos diretores por poupar sangue e recheio visceral agradece-se. Certo é que para ser um filme de zombies onde estes estám bem presentes -nom é um filme de “monstro oculto” para nada- a figura e natureza do morto ficam pouco perfiladas. Com todo nom impede que desfrutemos dum filme recomendável para os conhecederos do gênero.

Fer

 

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