"Só leo este blogue para saber o que non teño que ver", Martin Pawley (días estranhos)

o reino proibido

Que podemos dizer deO Reino Proibido? Partide da ideia de que eu adoro os filmes de artes marciais e a literatura fantástica-religiosa -que ao menos na China som conceitos que sempre estão ligados- asiática, e que sou dessa castre de cinéfilos que cuidam que, de existirem de forma pura, os géneros cinematográficos merecem umha leitura na sua própria linguagem.

Umha crítica profissional e nom especializada falaria deste produto como umha reuniom de amigos entre Jackie Chan e Jet Li, identificados como os sucessores modernos desse Bruce Lee idolatrado em Ocidente, que tem como resultado um filme de malabarismo marcial e fantasia digital que nom achega muito mais entretém, com ziguezagues narrativos e umha pouca acertada direçom. Se calhar é um bom analise se o crítico tem como marco referencial umha escolha de filmes de artes marciais digeridos pola cultura americana (As próprias obras em América dos protagonistas e os filmes de Lee), as mostras do taoismo-digital da última década (Tigre e Dragom, A Casa das Dagas Voladoras…) e sobre todo umhas ferramentas e referentes adaptados ao contexto ocidental. E é certo, se analisamos “The Forbidden Kingdom” como a continuaçom dessa estirpe fílmica e cuidamos que nom tem outra dimensom ou intençom, entom podemos afirmar que é um filme mediócre e pouco original, mas divertido. Porém eu considero que existe outra via de observaçom e crítica, que nom tem que dar por força melhor resultado, mas é mais justa com as expectativas dos criadores do filme.

o reino proibido

Nom é um tópico dizer que o filme é umha homenagem continua para umha parte mui concreta da filmografia de artes marciais orientais e da cultura escrita e oral da China. As narraçons das lendas populares chinesas, e que tenhem como protagonista quase absoluto a Sun Wukong (O Rei Mono). Protagonista absoluto de centos de lentas, histórias populares, obras teatrais e sobre todo da grande obra literária chinesa A Viagem ao Oeste. Nom podo fazer cá um resumo dumha história gigantesca, que só na sua versom de cânon conforma mais dum milheiro de folhas, mas cumpre lembrar que é a narraçom da viagem espiritual dum jovem monge chinês (Xuanzang) até a India, na procura dos manuscritos do Budismo Theravada -conhecidos como os Canon Pali-, que permitiran recuperar a “boa prática religiosa” na China. O protagonista original, inexperto e débil, pronto é despraçado polos companheiros míticos que os deuses escolhem para o acompanhar e proteger. E entre eles um destaca: O Rei Mono. A novela pode ser analisada em muitos níveis, desde o conto popular, até o manuscrito de metáfora religiosa (E até este nível conta com duas leituras paralelas: A doutrina budista da peregrinaçóm, e o conceito taoista da alquimia interior). E como homenagem o filme recolhe os traços diferencias da narrativa dessa magna obra e construe, intencionada-mente ou nom, um reflexo modernizado do sistema de níveis de interpretaçom.

o reino proibido

Situada cronológica-mente num ponto mui concreta da “Viagem…”, quando o Rei Mono acada o favor-ódio do Emperador de Jade e luta durante muito tempo contra os deuses do Reino Celestial, que nom aturam a natureza irrespetuosa da criatura. A história contada é totalmente inventada, mas segue a linha dos centos de narraçons apócrifas que se contarom durante 1000 anos ao caróm da lareira em China. É umha mais das aventuras de Sun Wukong, como força da indisciplina total, até que o próprio Budha tenha que intervir e encerrar a criatura até o sua viagem de redençom pessoal. Atrapado polo Senhor da Guerra de Jade tem que aguardar 500 para que um “Viageiro” profetizado traia de volta o seu bastom ( A Ruyi Jingu Bang, também protagonista de centos de histórias próprias) e libere o seu poder. Assim um jovem fam dos filmes de Kung-Fu é levado até o Reino Medio para começar umha viagem para liberar o espírito do Rei Mono, acompanhado doutros personagens clássicos: Um inmortal Taoista sempre bêbado, um monge silencioso e puro e umha rapariga mortal na procura de vingança. Um exemplo clássico e até aborrecido de “viagem iniciática” diriam alguns críticos,umha excelente re-leitura da própria viagem “futura” de Sun. Se a “Grande história” da “Viagem a Ocidente” remata coa liberaçom espiritual do Rei Mono, esta pequena viagem é a liberaçom física -e também a liberaçom do povo sob o domínio do Senhor da Guerra. Se essa interpretaçom do filme é correcta nom nos deve estranhar que o nove do jovem cinéfilo convertido em lutador seja Jason Triptikas, quando os textos sagrados budistas também som chamados Triptikas no sânscrito original. Assim a viagem espiritual do Rei Mono cara os textos, disfarçada na obra original como viagem física, é novamente substituída por umha viagem mundana desta vez cara o próprio Sun Wukong. Subtil? Nom, chinês.
Com todo, nom deixem que essa analise literária e filosófica consoma todo o visionado do filme. É só umha das moreias de referências que convertem, por momentos, a fita numha delícia para afecioados. Exércitos imperiais malvados, mosteiros de monges marciais, lutadores bêbados, malvadas e sensuais inimigas, elixires mágicos e sobretodo, artes marciais (numha justa proporçom do malabarismo de Chang e a contundência de Lee). Até existem referência para o próprio staff do filme: Num momento do mesmo, numha clássica sequência de adestramento, Jasen enumera golpes e cenas clássicas do cinema de artes marciais, entre elas A Palma de Buda, umha das obras da etapa oriental do coreógrafo do próprio filme,o mítico Yuen Woo-ping, e um dos primeiros filmes de Chang. Até poderíamos lembrar que nom é a primeira vez que Chang fai de lutador bêbado, ou até de aprendiz desse mesmo lutador… mas nom quero estender esta entrada mais. Só dizer, como resumo, que cuido que os principais erros do filme som filhos dum mal entendimento entre as partes “orientais” (Chang, Lee, Woo-Ping e o próprio trasfondo da história… quiça demasiado experimentados e autoreferenciais) e as ocidentais (Rob Minkoff, director também de Stuart Little, e John Fusco, guionista… totalmente noveis nestes trabalhos e em quase todo).


fer

10 Comments

  1. by Davicine, on Outubro 23 2008 @ 9:07 a.m.

     

    Me parece una gran pel

  2. by ifrit, on Outubro 23 2008 @ 9:25 a.m.

     

    @Davicine, nosotros no vamos a ver Dragon Ball, te lo digo yo 😀 Aun nos queda algo de escr

  3. by odemo, on Outubro 23 2008 @ 4:04 p.m.

     

    Nota para o meu coment

  4. by O demo me leve » Archives » Falsa actualizaçom, on Outubro 23 2008 @ 4:07 p.m.

     

    […] textos longos de mais, arrevesados de mais  e petulante até fartar, mirem esta crítica em Cinemafriki. chúzame […]

  5. by Andrés Schmucke, on Outubro 25 2008 @ 12:20 a.m.

     

    Hola, pasaba por aqu

  6. by Yonomeaburro, on Outubro 26 2008 @ 7:07 p.m.

     

    Despu

  7. by nokenicus, on Outubro 27 2008 @ 1:53 p.m.

     

    Hola!! Muy buen blog el que tienes, la pase bien aqu

  8. by Diefer K, on Outubro 31 2008 @ 5:18 p.m.

     
  9. by ifrit, on Outubro 31 2008 @ 11:51 p.m.

     

    @Diefer K’san, hai que fiarse m

  10. by Odemo, on Novembro 3 2008 @ 2:10 p.m.

     

    Eu diria mais amigo ifrit! Hai que se fiar de CINEMAFRIKI nos temas de cine, e mais ainda nos temas de beldades!

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